Satuma Aroki, um samurai que viveu proximo a aurora dos tempos fora um dos primeiros a iniciar o estudo das artes marciais, como são chamadas, artes. Ele nascera com uma mão feita para as katanas, seu olhar assustava os soldados que enfrentava e sua velocidade e habilidade os dominava. Mas, sua melhor qualidade era sem dúvida sua capacidade para aprender. Ao ver um marinheiro amarrar um nó em seu barco já soube como realiza-lo.
Estudava seus adversarios sempre com muito cuidado e os derrotava com muita facilidade. Depois de dois anos assim, já era o mais condecorado soldado do mundo, sem se sentir satisfeito. Ao se sentar pensativo sobre as pedras de um canion proximo ao mar, três Ondinas surgiram para ele, revelando sentir pena de tamanha frustração nos olhos do experiente samurai.
O grande guerreiro então lhes revelou lamentar não poder se tornar melhor, pois não tinha como evoluir tendo superado a todos. Apieda-das, as Ondinas o levaram a sua casa, onde o ensinaram sua arte de guerra. O soldado treinava suas sequencias, que elas chamavam de hyans. Os hyans melhoraram sua condição fisica, e lhe forneceram um aprimoramento em sua técnica, que nenhum humano mortal poderia propor.
No entanto, com o tempo, Satuma já se tornara mestre das técnicas da água, que visavam o equilibrio e as mudanças subitas do uso do Yin e Yang. Se tornara superior a Necksa, rainha das Ondinas, que o presenteou com uma faixa feita das fibras das algas marinhas, em respeito a sua superioridade. A pedido da rainha, três Ondinas o levaram para a superfície, onde ele deveria aprender com os mestres Gnomos.
Antes de sair ele disse: “Eu vos saúdo, Ondinas, Que constituís a representação do elemento Água; Conservai a pureza da minha alma, como o o Elemento mais precioso, da minha vida e do meu organismo. Fazei-me pleno de sua criação fecunda, e dai-me sempre intuição de forma nobre e correta. Mestres da Água, eu vos saúdo fraternalmente. "
De volta a superfície, Satuma se surpreendeu como o mundo a sua volta parecia diferente. O equilíbrio em seu interior estava mais ressaltado, e isso provocava uma mudança no mundo ao seu redor. Inspirando o ar, despediu-se de suas amigas e voltou-se para um frondo-so carvalho a sua frente. Chamou e, do seu interior um Gnomo saiu.
O Gnomo o olhou de cima a baixo. Sorrindo, guiou-o até uma clareira no bosque, onde seu povo se reunia. Lá, Satuma se curvou para as criaturas a sua volta e contou-lhes sua historia. Gob, rei dos Gnomos, sorriu-lhe e prometeu lhe ensinar sua técnica, seu modo de vida. Com os Gnomos, Satuma descobriu como se aceitar o inevitavel, como se recuperar não importasse a tempestade, e aprendeu o valor do trabalho ardúo. Com movimentos mais rigidos vizando mais as descargas rapidas de energia negativa, aprendeu a transformar-se em uma fonte de calma. O tempo passou e ele superou Gob em um combate, no qual ambos saíram sorridentes. Em recompensa, Gob entregou-lhe uma faixa, feita da casca da Mais Velha Das Arvores.
Antes de ser guiado para fora da cidade etérea dos Gnomos, Satuma virou-se com gratidão para seus antigos mestres e disse: "Eu vos saúdo, Gnomos, que constituis a representação do Elemento Terra. Vós que constituis a base e fortaleza da Terra, ajudai-me a transformar, a construir todas as estruturas materiais, assim como uma raiz fortifíca uma árvore frondosa Gnomos, possuidores dos segredos ocultos, fazei-me perfeito e nobre, digno do vosso auxílio."
Guiado por seus amigos, foi ao encontro das poderosas Salamandras, senhores do fogo, que continuariam seus estudos. Os imponentes seres feitos da auma do fogo, só poderiam ser acessados pulando em direção ao fogo do vulcão. Satuma aguardou dois anos, e quando o vulcão rugiu suas chamas ele pulou em meio a elas, sendo bem recebido pelos Salamandras. Ficara em uma caverna, aguardando o começo de seus estudos.
Durante 30 anos ele treinou em meio a eles, aguardando o vulcão rugir novamente. Aprendeu as tecnicas completamente surpreendentes do fogo, movendo-se ao sabor do vento e rugindo com furia quando devia, tambem sabendo quando desistir. Aprendeu como se resolver todas as situações, e a saber não desistir, mas aguardar o momento certo. Em meio a seus exercicios, explosões de energia Yin e Yang eram comuns.
Quando estava a sair, Djin, senhor das Salamandras, chamou-lhe, e em meio as lavas explosivas do vulcão, deu-lhe uma faixa flamejante de raios solares. Sorrindo Satuma entoou-lhe um agradecimento: "Eu vos saúdo, Salamandras, que constituem o elemento Fogo, peço que, com vosso trabalho, fornecei a mim poder para resolver tudo, de acordo com a vontade divina, alimentando meu fogo interno, minha chama trina no coração. E assim formar um novo universo. Mestres do Fogo, eu vos saudo." Djin pessoalmente deixou-lhe em terra, para que pudesse aprender com os ultimos mestres. Silfos os mestres do ar.
Para alcançar os Silfos, Satuma estaria submetido a sua ultima prova: Escalar a mais alta das montanhas da terra. Ele a escalou de mãos nuas e olhar sempre em frente, raspando pedra com suas unhas e sentindo o sopro de seus futuros mestres, os Silfos, Satuma alcançou o templo central do reino de éter dos Silfos, estando frente a frente com Paralda, Senhor do Vento e da Visão. Paraldas soltou uma sonora gargalhada e o levantou com um sopro, dizendo a Satuma tratar aquele lugar como sua casa.
Satuma passou o resto de seus dias treinando com os Silfos, descobrindo tudo sobre suas energias Yin e Yang, controlando-as e as unindo. Treinava com suas três faixas, e com o passar do tempo Silfos as invejaram. Criaram para Satuma, uma ultima faixa, uma faixa branca, feita dos suspiros de felicidade de Paralda. Satuma a costurou com as outras três faixas, e descobriu-se usando uma faixa negra ao redor da cintura. Quando ia deixar esse mundo, para aprender com O Pai e Criador, Satuma virou-se para seus amigos Silfos e orou:
" Eu vos saúdo, Silfos, que constituís a representação do ar e dos ventos, portadores das mensagens em toda a terra, eu deposito em vós a minha imensa confiança, pois meus pensamentos, são sempre positivos, voltados para o amor de todas as coisas existentes. Fazei de mim a imagem do explendor da Luz. Fazei deste pensamento meu milagre! Mestres do Ar eu vos saudo fraternalmente."
E como o vento se foi, como a água se manteve, como a terra fertilizou-se, e como o fogo consumiu-se.
Pediu para os Silfos ensinarem a seus amigos e familiares sua arte, coisa que fizeram soprando no ouvido de um jovem militar de coração puro. A ele foi entregue a faixa negra pelas Ondinas quando acabasse seu treinamento. Nenhum lutador conseguiu alcançar o equilibrio de Satuma até hoje.
" Eu vos saúdo, vós humanos, capazes de alcançar a perfeição, e de se distanciar dela"
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